De 24 a 27 de fevereiro, os pavilhões da IFEMA Madrid voltaram a transformar-se no grande ponto de encontro da indústria da segurança com uma nova edição da SICUR. Entre soluções tecnológicas, demonstrações ao vivo e debates sobre os desafios do setor, houve um stand que concentrou boa parte das conversas profissionais: o da SoftGuard, que partilhou um espaço estratégico com a Mundicam, distribuidora oficial da marca na região ibérica.
A cena não era apenas comercial; era simbólica. No próprio stand foi oficializado o lançamento do Club de Benefícios, um programa desenhado para alterar uma das equações mais sensíveis do setor: a rentabilidade.
A proposta é direta — e disruptiva na sua abordagem: as empresas compram equipamentos e tecnologia através da Mundicam, cada operação gera cashback automático, esse saldo acumula-se a favor da empresa e pode ser aplicado diretamente na subscrição do ULTRA by SoftGuard.
O resultado ficou tão claro quanto a mensagem repetida no stand: o investimento em hardware financia o software. Em alguns casos, explicava a equipa da SoftGuard, o custo da plataforma pode ser drasticamente reduzido ou até totalmente coberto.
Para centrais recetoras de alarmes e empresas de segurança, a fórmula representa mais do que um incentivo comercial: é uma forma de diversificar serviços, melhorar margens e acelerar a transformação tecnológica sem pressionar a estrutura de custos. Tanto empresas que já operam com SoftGuard como aquelas que ainda não fazem parte do ecossistema podem aderir ao programa.
A agenda de conferências também foi um dos grandes pontos de atenção. Na primeira delas, intitulada “O seu município está preparado para prevenir, agir e proteger?”, Fernando Sánchez Doncel dirigiu-se diretamente aos responsáveis públicos.
Num contexto em que a segurança urbana exige cada vez mais coordenação, dados em tempo real e capacidade de resposta integrada, a apresentação colocou em evidência a necessidade de plataformas capazes de conectar videovigilância, monitoramento, protocolos de emergência e análise inteligente. Não se tratou apenas de tecnologia, mas também de governação de dados e capacidade operacional.
A segunda conferência, conduzida por Alfonso Rubio Peinado, apresentou oficialmente a SOF.IA, a nova inteligência artificial desenvolvida pela empresa.
Longe da retórica habitual em torno da IA, a demonstração foi prática: redução de falsos alarmes, análise contextual de eventos e priorização automática de incidentes. A proposta é concreta: transformar grandes volumes de sinais em informação acionável para operadores e responsáveis de segurança.
Num setor onde o tempo de resposta é determinante, a automação inteligente deixa de ser uma vantagem competitiva para tornar-se um requisito operacional.
O stand também teve um momento institucional. A SoftGuard entregou um reconhecimento à Mundicam pelo seu compromisso como canal oficial na região ibérica, destacando uma parceria construída sobre confiança e desenvolvimento conjunto de oportunidades de mercado.
Outro reconhecimento foi para a Secury360, apresentada como parceira tecnológica estratégica. A colaboração entre as duas empresas integra vídeo, áudio e inteligência artificial com um objetivo comum: transformar cada evento em informação precisa e acionável. Menos falsos alarmes, mais contexto e melhores decisões.
Para além do stand e das conferências, a participação da SoftGuard na SICUR também teve repercussão mediática. O CEO Daniel Banda foi entrevistado pela Delta13News para abordar um desafio especialmente sensível em Espanha: reduzir a distância entre a deteção de risco de violência contra a mulher e a proteção efetiva.
A reflexão foi contundente. Hoje, a tecnologia permite identificar situações de risco com mais precisão do que nunca. O verdadeiro desafio é transformar essa deteção numa resposta concreta, ágil e verdadeiramente protetora.
Nesse contexto, aprofundou-se a visão por trás do Código Violeta: transformar a inovação tecnológica numa ferramenta real de cuidado e prevenção, onde o alerta não seja o fim do processo, mas o início de uma intervenção eficaz.
A participação da SoftGuard na SICUR não se limitou a apresentar soluções. Foi uma declaração estratégica: integração tecnológica, inteligência artificial aplicada, modelos de negócio que otimizam custos e uma visão voltada tanto para o setor privado como para a segurança pública.
Num momento em que a indústria debate como ser mais eficiente, mais preventiva e mais rentável, a mensagem transmitida a partir do stand partilhado com a Mundicam foi clara: a tecnologia já está pronta. Agora, o desafio é utilizá-la para gerar impacto real.


